O pombo não é mais divino, é uma ave excomungada
Queridos Radareiros!
A conversa de hoje é mais uma pequena estória com final triste sobre uma cena comum em nosso país.
Hoje de manhã, enquanto caminhava pelo corrégo do Outeiro em minha cidade atual, São Sebastião-SP, encontrei duas pombinhas muito magras, tentando comer um pedaço de comida amassado por pés na orla de concreto do poluido corregozinho.
Olhar as pombinhas afoitas tentando comer aquele resíduo de lanche me fez pensar o motivo pelo qual tal espécie têm se tornado tão distanciada da vida selvagem e como tem sido vítima do descaso em nossa sociedade, depois de terem sido trazidas de navio lá da Europa e serem o simbolo da paz e do Divino.
Mesmo na nomenclatura científica, este magnifico animal, recebeu um nome de alta relevancia em latim, Columba livia, mas hoje, com o aumento de nossa população e com o des - envolvimento de nossa cultura com a natureza, estas pobres aves, até mesmo nos grande lares que viviam como divinas, hoje não podem nem chegar perto senão levam chumbo.
Na minha infância, ainda era comum, poder ver pombas, aninhando e morando em torres de igrejas ou mesmo nas grandes janelas dos santuários; Hoje nas grandes matrizes, o que mais se vê são telas de proteção de pombas e outros passarinhos.
Aqui na Igreja Matriz de São Sebastião, a fachada da igreja de mais de 300 anos de existência, esta cheia de espinhos nas laterais para garantir que lá, nenhum pombo mais poderá pousar e assim não sujar ou contaminar um lugar que um dia já foi casa e motivo de louvor deste bichinho que agora esta sem pátria e sem valor.
Porque será que as pombas não podem mais voar ?
Guilherme Moraes dos Santos
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