Quem faz a Virada “virar”?
Aglomeração de pessoas, bebida alcoólica em excesso e muito lixo nas ruas. Essa já é uma realidade vivida diariamente pelo centro da cidade de São Paulo, mas durante a Virada Cultural, que reuniu 700 atrações durante 24 horas, a mobilização dos organizadores foi reforçada para atender as cerca de 4 milhões de pessoas que a participaram do evento.
Alguns policiais militares, que não quiseram se identificar, faziam a ronda ostensiva, próximo ao palco Pista XV durante a noite de sábado, na rua XV de Novembro, local bastante movimentado por conta da programação voltada à música eletrônica. Segundo eles, até as 21 horas daquele dia, fora casos de furtos de carteiras e celulares, nenhuma ocorrência grave foi registrada. A maior preocupação era com o consumo de bebidas alcoólicas pelos jovens, vendidas por vários bares abertos em todo o centro. “Esperamos que não haja brigas”, afirma um deles.
A busca por informações precisas sobre os endereços dos locais de apresentação, foi dificultada em razão de a maioria dos policiais presentes não trabalhar na região. Batalhões de toda a cidade foram deslocados especialmente para fazer a segurança do evento.
Cerca de 30 ambulâncias foram colocadas em pontos estratégicos para atendimentos de emergência. Veículos com estrutura de UTI possuíam um médico de plantão para pronto-atendimento e casos mais graves eram levados à hospitais próximos. Proibidos de se identificar pela empresa contratada para a Virada, funcionários disseram que o movimento foi tranqüilo durante o primeiro dia do evento.
A grande quantidade de lixeiras não garantiu a limpeza da Virada Cultural. Por todo o centro, era possível ver garrafas de vidro quebradas e latas de cerveja jogadas próximo à canteiros de jardins e postes de luz. Apenas em alguns lugares onde normalmente a varredura ocorre com mais freqüência, como o Teatro Municipal e o Vale do Anhagabaú, grande quantidade de equipes de garis eram vistas trabalhando.
Mas o local que mais concentrou sujeira e mal cheiro, era a avenida São João, onde foi montado o palco com as principais atrações da Virada. Em toda a extensão da via o lixo se acumulava junto à poças de urina nas calçadas. O número de banheiros químicos colocados à disposição do público não foi suficiente para atender a demanda. Em alguns casos, cavaletes foram colocados em frente às portas por conta de entupimento dos vasos sanitários.
Paulo Scheuer – Jornalismo Cásper Líbero e Correspondente do Radar Cultura
- nenhum comentário




Talvez menos lixo na próxima, não?
De novo?