Cine PE

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Na semana passada aconteceu o 12º Cine PE, o festival de cinema de Recife que vinha se firmando como um dos mais importantes do país. Neste ano a seleção de competidores foi prejudicada por causa de filmes selecionados que não puderam participar da competição. Alguns não ficaram prontos a tempo e foram substituídos por outros menos qualificados. Tanto que os jornalistas decidiram não entregar o tradicional prêmio da crítica, por considerar que não havia nenhum longa com qualidade suficiente para merecê-lo. O juri oficial fez o que pode, dando 5 prêmios a Nossa Vida Não Cabe num Opala, do paulista Reinaldo Pinheiro: direção de arte, trilha sonora, roteiro (Di Moretti), atriz (Maria Luiza Mendonça) e melhor filme. O documentário O Retorno, sobre a fome no nordeste, ganhou melhor fotografia (Roberto Santos Filho) e melhor direção (Rodolfo Nanni). O brasilense Simples Mortais, dirigido por Mario Giuntini recebeu melhor ator (Chico Santana) e coadjuvante (Eduardo Moraes). Bodas de Papel, do paulista André Sturm, foi contemplado pela edição de som e atriz coadjuvante (Cleide Iáconis). A melhor montagem foi de Ligia Walper, do gaúcho Brizola Tempos de Luta e o melhor curta foi o engraçadíssimo e inteligente Os Filmes que eu Não Fiz, do mineiro Gilberto Scarpa: um diretor que não tem vergonha de fazer piada consigo mesmo e cujo talento desmente a justificativa espalhada pelos corredores do Festival, de que a safra 2008 de filmes brasileiros seria inferior à do ano passado.

                                                                                                          LUCIANO RAMOS

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