Cinco Frações de uma quase história
Lançado nos cinemas o filme mineiro 5 Frações de uma Quase História, premiado no festival de cinema de Recife, do ano passado. O título é bastante original e o filme também. São cinco episódios ambientados num único fim de semana especialmente calorento de Belo Horizonte. Alguns são trágicos e outros cômicos, mas todos muito bem produzidos, do ponto de vista da direção de arte e da fotografia. Sempre interpretados por atores competentes, trabalhando com o máximo de empenho. Seis diretores assinam o filme que, a propósito, tem como principal marca a procura de uma unidade a partir de uma exuberante variedade de temas e situações. Leonardo Medeiros faz o papel de um fotógrafo tarado por pés femininos que utiliza a sua própria obsessão para atingir a transcendência artística. Cláudio Jaborandy e Gero Camilo brilham numa história de traição e violência. Em seu derradeiro filme, Jece Valadão é um juiz corrupto que manipula um contínuo do tribunal com o máximo de crueldade. Inês Peixoto é uma das principais atrizes do teatro mineiro e dá uma dimensão patética ao episódio do qual participa. Já o brasiliense Murilo Grossi e a mineira Cíntia Falabella contracenam numa pequena comédia tão sintética quanto encantadora sobre uma secretária que quer se casar a todo o custo. Só não sabe por que são seis os diretores de 5 Frações de uma Quase História: são eles Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia.
LUCIANO RAMOS
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