São Paulo aguenta tanto tráfego?
Neste dias de fim de ano, quando o paulistano aproveita a fieira de feriados para entupir as estradas que levam ao Litoral, São Paulo fica uma cidade transitável, até agradável de se deslocar pelas ruas.
Mas é um conforto que dura pouco, passado o feriadão e fim de ano o tráfego nas ruas só tende a piorar.
Hoje alguém comentou, no almoço, uma estat'stica sombria: o número des nascimentos na cidade, em média 500 por dia, já foi superado pela quantidade de emplacamento de carros novos por dia, que está batendo nos 600.
Será que São Paulo aguenta? Será que nós aguentamos?
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Estamos chegando muito proximo do chamado "congestionamento perfeito" quando São Paulo inteira irá parar, será que já não aconteceu? (vejam o trânsito nos dias de chuva
Precisamos privilegiar com melhores condições o transporte público pelo bem da saúde e da natureza, quano mais carros na rua mais poluição
Creio que a construção de ciclovias seria uma boa solução para o congestionamento e a poluição da cidade. Além disso, sou a favor da mudança da idade permitida para dirigir: o ideal seria a partir dos 21 anos, pois antes disso, não acredito que seja necessário. Isto também contribuiria para a diminuição dos acidentes de trânsito.
Outra solução para a poluição seria que todos os carros saíssem de fábrica adaptados para receberem somente combustíveis não-poluentes.
É importante também que o transporte público passe por muitas mudanças, como o aumento da frota de veículos e a adaptação para uma boa acomodação dos passageiros - inclusive os deficientes, que precisam esperar por horas no ponto de ônibus. Já presenciei muitas vezes no Term. Pq. D. Pedro II, no ponto do ônibus Butantã-USP, que passa pelo HC e pelo HU, cadeirantes tendo de esperar por ônibus adaptados.
Carmem Carolina Rodrigues de Toledo
É muito difícil propôr medidas radicais para uma cidade tão pobre em opções de transporte público e que trata com tanto descaso o transporte alternativo, mas às vezes dá vontade. Pensar, por exemplo, em um rodízio para carros com apenas uma pessoa nos horários de pico. Para quem nunca fez o teste, sugiro: pegue um ônibus na Marginal Pinheiros às 18h, sentido Santo Amaro-Lapa, de preferência um ponto depois da av. Águas Espraiadas. Sente-se ao lado da janela (se conseguir) e observe pacientemente enquanto os carros não andam: de cada dez, pelo menos seis terão apenas uma pessoa dentro.
Uma medida menos drástica seria reservar uma faixa das Marginais obrigatoriamente para os carros com apenas um ocupante e as demais para quem transporta mais de uma pessoa. Assim, quem contribui mais com a poluição do ar e com a complicação do trânsito arca mais com as conseqüências. Mas isso daria uma dor de cabeça pra gerenciar que a CET logo alegaria falta de marronzinhos para fazer a fiscalização e a orientação dos motoristas.
Precisa urgente de boas sugestões e de pessoas dispostas a pensar no transito de São Paulo. Não é minha área de atuação, mas como usuária vou dar minha sugestão:
1 - Maior QUANTIDADE e melhor QUALIDADE dos transportes (onibus, metrôs, trens);
Para que todos os usuários tenham direito de embarcar SENTADOS e não amontoados de pé e pendurados nas portas.
Para que não fique esperando em pontos de onibus numa média de 20 a 40 minutos.
2 - Não permitindo que carros fiquem estacionados em frente de restaurantes, casas comerciais, em ruas de muito movimento como acontece na Av. Sumaré e outras rua estreitas. Estas casas que contratem manobristas.
3 - Restrinja circulação de veiculos nos horários de pico em determinadas ruas de muito congestionamento como: Teodoro Sampaio, Rua da Consolação, Dr. Arnaldo etc.
4 - Faça um redimencionamento dos bairros, de forma a existir: Escolas, creches, faculdades, farmacias, açougues, restaurantes, bancos, Shoppings, escritorios, salão de beleza, supermercados etc. De forma que os moradores de um bairro não necessite de fazer uma viagem ou locomover para outro bairro para estudar, ir às compras etc.
Obrigada,
Marilda
Não moro em São Paulo, mas agora mesmo no Jornal da Cultura tivemos a informação de que a frota de carga que trafega na cidade é responsável por mais de 50% da poluição. Será que, além da alternativa da implementação de um transporte público decente, não seria necessário a gradual substituição do transporte de cargas dos caminhões pelo transporte por trens?
Ultimamente não tenho ouvido muito nos jornais questões sobre a revitalização da malha ferroviária nem do estado e nem do país. Será que o lobby de transportes por caminhão é assim tão poderoso?
Há muito tempo precisamos de mais metrô, além de mais eficiente é também mais rápido. As estações tubo de Curitiba seriam uma ótima opção para os lugares mais afastados, servindo de apoio e em nossa cultura o carro é sinônimo de status. Já pensou: estação Agua Branca - TV Cultura?
Os bairros mais desenvolvidos recebem estações de metrô enquanto a periferia como Cidade Tiradentes não há nem estudos para levar o metrô até aquela região enquanto se privilegia bairros onde os moradores não irão deixar os carros em casa para utilizar o metrô. O Metrô chegou em Itaquera mas os ônibus continuam tendo que seguir até o Terminal Parque Dom Pedro e se houvesse a transferência gratuita do ônibus para os trens os ônibus que vem da Cidade Tiradentes poderiam parar em Itaquera economizando 1 hora de trânsito, poluição, etc...transportando os moradores do extremo leste com mais conforto e qualidade...
Estudante Pedagogia (www.uab.ufscar.br)