Cobertura jornalística de ( )conferência ( )fórum ( )encontro (x)outros, sobre o tema educação

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E de debates? Bem,..., veja bem... veeja bem...

Haverá explicação para que a TV Cultura não ponha mais em debate o tema educação? Proponho uma reflexão sobre o último, de fino verniz, como possibilidade de explicação do motivo disso. Que tal acessarmos www.tvcultura.com.br/opiniãonacional, selecionando o vídeo do programa exibido em 27.09.2007?
Se não me engano, alguns debatedores daquele programa (de maior influência junto à casa?) queriam (e, ao que parece, conseguiram) verniz como cobertura; outros, chocolate. De qualquer forma, não me parece improvável, pelo que não vemos mais, que alguém tenha proposto nos bastidores o tapete, para acabar com a pendenga, como cobertura elegante.
Na minha opinião, o momento marcante desse debate foi quando alguns participantes ficaram incomodados, salvo melhor juízo, com as críticas feitas à qualidade da educação, momento em que, se não me falha a memória, colocaram esses participantes um dilema: não seria melhor a criança estar em alguma escola, ainda que ruim, do que em nenhuma escola, como era em um passado recente? Não seria qualquer escola melhor do que a rua?
Seria esse o dilemazinho que imobiliza (ainda) o jornalismo da TV Cultura, historicamente crítico e comprometido com as mudanças?
O verniz tóxico, tal qual visgo, paralisa os jornalistas da TV Cultura?
A ponto de fazê-los sentar em berço esplêndido enquanto a banda passa?
Educação, direito e cidadania, 2º programa da série Temas Contemporâneos em Educação (www.tvebrasil.com.br/salto), explicará, acredito, que não há dilema algum. Acesso, permanência e aprendizagens significativas na escola são direitos. Passará amanhã, na TVE-RJ e na TV Escola em diversos horários.
Vai passar...
Na Educativa do Paraná? Não sei. E nas comerciais, daquelas que anunciam promoções das Casas Bahia e coisas do tipo? Talvez em um dia distante mas desde que de forma bem distante e resumida. E na TV Cultura? Não, com certeza, não. Mas, e até por isso..., não percam.
Enquanto refletimos sobre isso tudo, divido com vocês mais uma notícia sobre o tema educação, que, também acredito, mereceria uma cobertura adequada. Essa foi pescada no site www.mec.gov.br/seb/fortalecimentodosconselhosescolares/experiênciasexitosasdisponíveis.

SAO BERNARDO DO CAMPO - SP
Escola
LUIZA COLLACO QUEIROZ FONSECA PROFA
Tema
Conselho Escolar e a relação e
Título
A ELEIÇÃO DO CONSELHO E A QUALIDADE DA PARTICIPAÇÃO
Experiência
atores envolvidos: pais, alunos, funcionários, núcleo gestor e professores. ambiente/local: na própria escola. Durante a primeira reunião de pais, todos os profissionais da escola são apresentados aos pais, também é feita a prestação de contas do ano anterior e o diretor explica, tira dúvidas e dialoga com os presentes sobre o Conselho de Escola, a APM e as Comissões criadas para dinamizar o processo e convida os pais a participarem. prazo: o processo, desde a primeira reunião pedagógica e a reunião de pais até a apuração dos votos acontece nos meses de fevereiro e março. dificuldades: a escola carrega dentro de sua estrutura resistências a Participação da comunidade como um todo; falta de recursos materiais: fotocópias, espaço físico, cadeiras e uma sala apropriada; recursos audiovisuais e explicativos; pai, ainda é resistente, de uma maneira geral. estratégias adotadas: discutir e observar os erros de anos anteriores e ter como objetivos superá-los. Assim, em 2002 as reuniões foram convocadas aos sábados somente para falarmos sobre Conselho de Escola e a participação da comunidade, comparecia entre 25 e 30 pessoas. Superamos isso e passamos a utilizar a própria reunião de pais, a primeira do ano, para podermos falar sobre o assunto. Nessas reuniões comparecem, aproximadamente 900 pessoas ou mais. Dividimos essas reuniões em 5 horários, às 8h, às 10h, às 14h,às 16h e às 20h. Dessas reuniões são recolhidos os nomes, telefones, nome do filho e a classe onde estuda. Recolhidos os dados, marcamos as reuniões para conversamos e esclarecermos sobre possíveis dúvidas e depois preparar as cédulas, onde constará os nomes dos candidatos que se comprometerem a participar durante todo o ano. Todo os anos temos documentado em vídeo todo o processo eleitoral (alunos, professores, pais e funcionários) e apresentamos aos interessados apra que visualizem e ajude no esclarecimento de dúvidas e lhes deixem mais seguros para participar. Feito isso marcamos a data da eleição, enviamos circular aos pais e realizamos a mesma. Os pais passaram a ter orgulho de todo o processo eleitoral e pelo fato de discutirem e encaminharem soluções a todos os problemas e com alguns resultados como o trabalho das comissões criadas por decisões coletivas. Setores organizados da socieda da cidade começam a valorizar esse trabalho da escola e a participação da comunidade nas atividades gerais da escola desde o planejamento, na organização e nas atividades gerais da escola.

Na Educativa do Paraná?
Não sei ainda se por lá transmitem o Salto para o Futuro. Mas duas vezes por semana, ao vivo, pelo canal 25 da parabólica, temos à noite (ontem eu consegui sintonizar) o Fórum Social pela Alfabetização. Se não me falha a memória, no último debate promovido pela TV Cultura sobre o tema educação havia uma representante do Programa Alfabetização Solidária. (...) Para o próximo, ela bem que poderia ser convidada novamente. Vocês não acham?
Divido com vocês mais algumas boas notícias. Elas pipocam lá pelo www.agenciadenoticias.pr.gov.br!

LONDRINA E REGIÃO ADEREM À META DE SUPERAR O ANALFABETISMO NO PARANÁ – 03/06/2008

O secretário da Educação, Mauricio Requião, assinou nesta terça-feira (7) em Londrina uma carta-compromisso pela superação do analfabetismo no Paraná. O documento faz parte do programa Paraná Alfabetizado, que tem a meta de superar o analfabetismo no Estado até 2010. “Temos recursos financeiros para isso e temos profissionais capacitados. O que nos falta nesse momento é despertar toda a sociedade para essa possibilidade”, disse Mauricio.

Neste ano, o programa está atendendo 46 mil pessoas em todo o Paraná. O secretário falou ainda sobre a meta do programa nesse ano, que é atender a 100 mil pessoas. “Estamos repetindo a meta do ano passado, que não foi alcançada, mas chegamos a 85 mil atendimentos, e trabalhamos agora com essa importante parceria com a sociedade, que está mais atenta e disposta a unir esforços por esse objetivo”, afirmou.

Nedson Micheleti, prefeito de Londrina, disse que o município já desenvolve importantes parcerias com o Governo do Estado, em especial na alfabetização de jovens, adultos e idosos. “Hoje Londrina tem aproximadamente 7% da população não alfabetizada, mas há quatro anos atrás tínhamos cerca de 15%”, afirmou. “Esse mutirão do programa Paraná Alfabetizado é um passo fundamental para o atendimento rápido destas pessoas, pois a união faz a força e dá bons resultados”, completou.

Assinaram o documento pela alfabetização de jovens adultos e idosos, junto ao secretário da Educação e ao prefeito da cidade, o deputado federal André Vargas; a coordenadora da Região Metropolitana de Londrina, Elza Correia; prefeitos da região, líderes sindicais e empresariais.

Na mesma solenidade aconteceu também o lançamento de uma edição especial do cartão telefônico da Sercomtel, para divulgação do programa Paraná Alfabetizado, e com apresentações artísticas, como, por exemplo, a de cultura japonesa do grupo Ishinladies, da Associação Cultural e Esportiva de Londrina, que apresentou o Wadáiko. Houve ainda apresentações de alunos do programa Paraná Alfabetizado com a dança Peneirando Café e o Rap da Alfabetização.

De 2004 a 2007 o programa Paraná Alfabetizado atendeu a 216 mil pessoas. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná tinha aproximadamente 508 mil pessoas não alfabetizadas. O Censo de 2000, apontava a existência de 649 mil pessoas. “O que queremos é reduzir progressivamente essa taxa de analfabetismo do Estado para que possamos alcançar uma taxa mínima de 4% até 2010, índice este que nos fundamenta para declarar o território paranaense livre do analfabetismo”, disse Wagner Roberto do Amaral, coordenador do programa. Segundo ele, a pesquisa de 2006 apresentava a existência de 51 mil pessoas não alfabetizadas na região de Londrina, sendo 21 mil na cidade.

PARCERIA VAI DESTINAR R$9 MILHÕES PARA CONSTRUIR 13 ESCOLAS INDÍGENAS – 03/06/2008
O Departamento de Diversidade da Secretaria da Educação apresentou nesta terça-feira (3), durante a reunião semanal da Escola de Governo, um balanço das ações educacionais desenvolvidas para melhorar a qualidade de ensino dos indígenas, acampados do MST e assentados da reforma agrária, por meio das escolas itinerantes. Foi anunciada parceria com o Governo Federal que vai destinar R$ 9,1 milhões para a construção de 13 escolas indígenas no Paraná. Outro convênio anunciado foi o programa Saberes do Campo, que começa com 1.600 vagas para jovens agricultores dos 19 aos 29 anos.

Conforme Yvelise Arco-Verde, superintendente da Secretaria de Estado da Educação, o Paraná assumiu e reafirma o compromisso da “Opção Preferencial pelos Pobres”, de acordo com a Carta de Puebla, que resume os compromissos assumidos durante a Conferência dos Bispos da Igreja Católica da América Latina, ocorrida na cidade mexicana de Puebla em 1979. “Traduzimos essa preferência com o desenvolvimento e prática de políticas públicas voltadas ao atendimento de comunidades com histórico de desfavorecimento social. Essas comunidades requerem medidas políticas específicas e emergenciais”, afirmou Yvelise.

Conforme a chefe do Departamento de Diversidade da Secretaria, professora Fátima Yokohama, a população indígena do Paraná é estimada em mais de 11 mil pessoas das etnias kaingang e guarani. Atualmente, são 3.685 alunos indígenas atendidos pela Secretaria nas 33 escolas estaduais construídas em áreas indígenas. Nelas trabalham 221 funcionários, entre professores, assistentes administrativos, zeladores e merendeiros. Desses funcionários, 200 são das próprias comunidades kaingang e guarani.

Fátima Yokohama e o secretário Maurício Requião entregaram ao governador um kit com cinco volumes de materiais utilizados por professores e alunos das escolas itinerantes e indígenas. Ela explicou que o material, produzido pela Secretaria em parceria com as coordenações educacionais de cada grupo, contribui para o entendimento da condição social de cada grupo, visando a um melhor aproveitamento dos saberes por eles já aprendidos.

“Até o início desta gestão as poucas escolas indígenas que existiam contavam apenas com o professor. Demos estrutura e condições de ensino a essas comunidades, inclusive pedagógica, pois os professores têm formação continuada, permitindo que apliquem as metodologias de ensino, preservando sempre a língua e os costumes dessas populações”, disse Fátima.

Para ampliar a educação indígena e possibilitar maior qualidade de ensino, o Departamento de Diversidade da Secretaria da Educação, em conjunto com o Departamento de Educação e Trabalho, realiza a formação de professores de magistério kaingang e guarani, que ocorre em sistema de alternância, no Centro de Formação de Professores, em Faxinal do Céu.

ESCOLAS ITINERANTES - O setor de Educação no Campo, que faz parte do Departamento de Diversidade da Secretaria, concentra esforços na melhoria das escolas itinerantes que atendem aos filhos de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), enquanto aguardam a desapropriação de terras para que sejam assentados.

Segundo Maria Isabel Grein, coordenadora de Educação do MST, a iniciativa de implementar as escolas itinerantes surgiu em 2004, quando o governador Roberto Requião recebeu o setor de educação do MST e assumiu o compromisso de que as primeiras escolas seriam criadas. “As escolas itinerantes resgatam a dignidade e dão sentido à vida de pessoas que enfrentam situações muito delicadas”, disse Maria Isabel.

O Paraná tem 11 escolas itinerantes, localizadas nos acampamentos do MST em dez municípios – Matelândia, Céu Azul, Santa Tereza do Oeste, Cascavel, Paula Freitas, Planaltina do Paraná, Amaporã, Guairaçá, Ortigueira e Rio Branco do Ivaí. Nessas localidades Cerca de 1.500 alunos são atendidos, garantindo o direito à educação de crianças, jovens e adultos.

Para viabilizar a parceria do Estado com o MST, em 2004, a Secretaria da Educação assinou um convênio com a Associação de Cooperação Agrícola da Reforma Agrária do Paraná (Acap). Através desse termo, repassa recursos para a contratação de coordenadores, educadores, auxiliares de secretarias e bibliotecas escolares.

Fátima Yokohama adiantou algumas informações sobre um programa do Governo Federal, voltado também para a educação no campo, especificamente para a melhoria da formação de jovens agricultores, na faixa etária entre 19 a 29 anos. Segundo ela, eles poderão ingressar em cursos do Programa Saberes da Terra, dos Ministérios da Educação e da Agricultura, que vai começar pelo Paraná. O programa vai disponibilizar, inicialmente, 1.600 vagas.

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