Traídos pelo destino

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Chega às locadoras Traídos pelo destino, de Terry George, o diretor de Hotel Ruanda que descrevia quase como um documentário o genocídio que aconteceu recentemente naquele país africano, em que um milhão de pessoas foram assassinadas. Com este filme ele muda completamente de cenário sem, no entanto, mudar de assunto, isto é, a inexorabilidade da morte – seja como fruto da vontade ou simplesmente do acaso. Imagine dois pais de família de classe média alta que moram num subúrbio elegante de uma grande cidade americana. Um deles é pacato professor universitário e o outro é um advogado, cujo máximo de violência que admite cometer é xingar a mãe do juiz num jogo de futebol que assiste pela TV. Logo no início do filme, porém, ele se envolve num acidente tão inesperado que o roteiro insinua ter sido causado pela própria vítima. Interpretado por Mark Ruffalo especialmente contido, ele atropela e mata o filho de 10 anos do professor, encarnado por Joachim Phoenix. Como resultado imediato todos os personagens entram em crise. Ode Joachim Phoenix não consegue mais trabalhar e inferniza os policiais pela demora em encontrar o motorista que fugiu do local do acidente. Vivida por Jennifer Connelly, a esposa que representa a sensatez feminina faz de tudo para que ele se acalme e aceite o inevitável. Mas o impulso de vingança é demasiadamente poderoso e isso é tudo que o Terry George pretende nos dizer em Traídos pelo destino.

                                                                                                    LUCIANO RAMOS

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