O Cavalo Branco e O Balão Vermelho

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Relançados nos cinemas dois clássicos que, há meio século, emocionaram o mundo inteiro. Principalmente a parcela mais jovem do público, gente que hoje em dia se aproxima da terceira idade e que nunca se esqueceu dos filmes que plasmaram a sua cultura e sensibilidade. São eles O Cavalo Branco, de 53, e O Balão Vermelho, de 56, exibidos agora num único programa Ambos foram feitos por Albert Lamorisse, premiados em Cannes e com o Oscar, tal a carga poética que ele conseguiu imprimir àqueles trabalhos. Lamorisse era apenas um fotógrafo que os desenvolveu quase experimentalmente antes de se dedicar ao documentário, nos anos 60. O Cavalo Branco mostra a luta de um adolescente pobre do sul da França para evitar que um cavalo selvagem seja preso e domesticado por um fazendeiro. O filme tem seqüências visualmente encantadoras e, provavelmente, muito difíceis de serem captadas porque mostra uma interação conflituosa e os homens e aquele animal. Já O Balão Vermelho se passa num bairro humilde de Paris, onde um menino encontra um balão preso a um poste. Ao desamarrá-lo, se afeiçoa ao garoto, como se fosse um animalzinho de estimação. Isso desperta inveja na molecada da vizinhança, que passa a persegui-los com as piores intenções. O Cavalo Branco e O Balão Vermelho quase não precisam de diálogos para serem entendidos e revelam uma visão melancólica da infância, que começa a morrer, quando os sonhos e a fantasia são assassinados pela realidade.

                                                                                                    LUCIANO RAMOS

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