Cinema e Guerra
Entre os dias 5 e 17 de agosto, a Caixa Cultural São Paulo exibe, com entrada franca, a mostra O Cinema e a Guerra, com 33 filmes produzidos entre 1927 2 e 2002. Apesar de ser considerado um gênero, o filme de guerra não possui essa característica. Tanto pode ser um épico, como A Ponte do Rio Kwai, de David Lean, um drama romântico, como Casablanca, de Michael Curtiz, um documentário, como Guerra do Brasil e Rádio Auriverde, de Sylvio Back ou até uma comédia, como MASH, de Robert Altman. O fato é que a temática da guerra pode ser interpretada de múltiplas maneiras e com funções variadas. Enquanto, por exemplo, O Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl, fazia propaganda dos ideais nazistas, O Grande Ditador,de Charlie Chaplin fazia exatamente o contrário. De qualquer modo, essa mostra só selecionou filmes indispensáveis. É o caso do francês Napoleão, de Abel Gance e do americano Além da Linha Vermelha, de Terrence Malick, ambos monumentais, cada um a seu modo. Na seleção, destacam-se clássicos europeus de Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Roberto Rosselini, Michelangelo Antonioni e Werner Herzog. Além de raridades como o americano Desde que Partiste, de John Cromwell (1944) e o soviético Vá e Veja, de Elem Klimov (1985). É também uma oportunidade de rever obras preciosas, como Ran, de Kurosawa, Andrei Rublev, de Tarlovsky e Corações e Mentes, de Peter Davies – que acelerou o fim da guerra do Viet Nam.
LUCIANO RAMOS
- nenhum comentário



