Qual é a sua opinião sobre o pacote pós-CPMF?
No primeiro dia útil do ano, o governo federal anunciou um pacote econômico para compensar as perdas decorrentes da queda da CPMF. O pacote prevê cortes de gastos públicos, aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoas físicas e jurídicas e majoração da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) para o sistema financeiro. Haverá repercussões, para os consumidores, nos financiamentos de carros, contratos de seguros, compra de imóveis, empréstimos em financeiras, cheque especial, carnês de lojas de varejo e descontos em folha (consignado). O Jornal da Cultura deseja saber sua opinião a respeito.O tema será abordado na edição dessa 5a. feira, dia 3 de janeiro, às dez da noite. Compartilhe suas idéias com outros telespectadores do JC nesse debate social interativo por meio do RadarCultura
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Necessário, apesar da medida antipática em relação ao funcionalismo público e aos concursos públicos. Mas era exatamente essa a situação que a oposição tucano-demoníaca queria colocar o governo Lula. Sou absolutamente favorável ao retorno da CPMF, para que esse governo continue a promover o desenviolvimento sustentável desse país.
Concordo com a opinião do "Libertário", pois essa medida assume um valor necessário para que o governo possa continuar com seus programas de extrema importância para com a população carente.
Acho qualquer pacote, medida ou ação do governo estabelecida sob a imposição de medida provisória, extremamente antidemocrática. A medida provisória deveria ser abolida da nossa democracia. No Brasil, ao invés dos nossos políticos adotarem uma gestão competente e responsável do dinheiro público, administrando os gastos conforme os recursos disponíveis, a prática é de captar mais e mais impostos, na maioria das vezes estabelecidos sem um estudo sério e criterioso para avaliar a sua repercussão na economia e empurrados goela abaixo para os brasileiros.
Claro que desta vez, pelo menos o setor mais atingido parece ser (ainda não foi divulgado claramente as medidas do pacote) o setor bancário, tão protegido por nosso dito governo de esquerda, deixando de fora o trabalhador de menor renda que não tem envolvimento com aplicações financeiras. Entretanto, ainda que indiretamente, toda população será afetada e, mesmo premeditado, arrisco dizer que teremos uma pequena pisada de freio na economia, com o encarecimento dos empréstimos e financiamentos. E é lógico, nem preciso citar que os bancos vão dar um jeito de repassar o prejuízo para seus clientes.
Esqueci de dizer a grande vantagem deste NOVO imposto: Pelo menos desta vez, não teremos que aprender mais uma sigla, ele virá disfarçado de IOF.
Parece brincadeira ou terrorismo da imprensa.
Nunca o brasileiro esteve tão animado a consumir como nos últimos anos.
Nunca houve tanto crédito no mercado, será que alguém em sã consciência vai realmente deixar de comprar um carro ou outro bem por um acréscimo de pouco mais de 1%.
Pois é isto que representa o falado "Pacote do Mantega".
No Jornal da CUltura de ontem, dia 03/01, vi uma pessoa dizer que ia adiar a compra de um novo carro devido o aumento do IOF. Detalhe era um novo carro para "diblar" o rodízio dos veículos, segundo a reportagem. Ótimo, um carro a menos para poluir São Paulo.
Esse aumento do IOF está parecendo mais um ato de vingança do que propriamente uma maneira de tapar o "rombo" deixado pelo fim da CPMF. Para isso se confirmar, basta o governo jogar a culpa em cima da oposição, quando as reclamações começarem a ficar mais latentes. Bastaria o governo fazer valer a autoridade que ele tanto diz que tem e efetuar um combate efetivo e real contra aquilo que mais consome os nossos recursos: a corrupção.
Primeiramente eu era favorável a CPMF, enquanto ser um imposto de díficil sonegação.
Porém quanto as Medidas Compensátorias, faltou dizer em quais áreas o Governo efetuará o seus cortes de despesas.
Cabe também a Impressa, nos dizer onde o governo pode efetuar o corte de despesas, em uma visão não governamental.
Creio que esse pacote não esteja relacionado à suposta perda da cpmf. O pacote é chamado pós cpmf devido unicamente ao fato de ele ter sido lançado após a não prorrogação do imposto do cheque. Uma simples questão cronológica. Assim como poderia ser chamado pacote pós 2007; ou talvez pacote pós morte de Jesus; e etc... O fato é que o fim de uma cobrança já sabida ser provisória de nada interfere no balanço de um governo equilibrado e competente. Assim como nós, trabalhadores proletariados, não contamos com o 13º salário em nossas contas de todos os meses; pois ele é provisório! Tampouco esse dinheiro serviria para manter o simbólico e irrisório programa social do Governo, o qual em nada acrescenta na estrutura dessas pobres famílias. O que vimos, porém, foram novamente as marcas de um Estado composto por "companheiros"; e não por técnicos e peritos, como deveria ser. Ou seja, vimos a fragilidade transformada em cortes de juros imperceptíveis, muita corrupção e aumento de impostos. E isso é uma pena, uma vez que temos, hoje, uma economia deveras forte. Não acreditam? Não se lembram? "Não sabiam de nada?" Perguntem, pois, para alguns desses Marcos Valérios da vida... que falta fariam alguns míseros 40 bilhões de reais !!!???
Sinto que realmente seja necessário esta medida, gostaria que o governo federal aprendesse a gastar melhor o dinheiro da população, contudo não vejo aonde isto possa reduzir o crescimento ou impedir as pessoas de continuar a comprar. Quanto ao cartão de credito espero que os Brasileiros aprendam a controlar os gastos para pagar a fatura sempre em dia e total, assim aprenderemos a dar valor ao Real, controlar gastos desnecessários, e aprendermos com isto que o controle financeiro em casa é necessário, afinal, se uma pessoa não consegue controlar os gastos com seu cartão de credito com limite de R$ 500,00, R$ 1000,00 ou R$ 2.000,00 em uma casa com 4 ou 5 pessoas, como exigir do governo gastar menos, quando este tem que cuidar de 187.000.000.000 de habitantes sendo destes mais de 20.000.000.000 dependentes do governo hem?
Me senti traído com essa medida. Defendo o governo Lula, mas ganhar esse presente de grego no início do ano foi demais. Espero que a maldita oposição seja competente para reverter isso, se for possível. Por que sempre somos nós que pagamos a conta.
Em verdade, houve apenas duas medidas administrativas para compensar as perdas com a extinção da CPMF: aumento do IOF e da CSLL. Os cortes de gastos públicos decorrerão do remanejamento do orçamento Federal. Logo, não houve pacote algum. Se bom jornalismo é aquele que investiga, apura fatos, checa informações, não fere a ética, dá espaço para todos os lados apresentarem suas versões, eu sugeriria que os comentários sobre temas polêmicos fossem feitos sempre por dois analistas, cada qual sustentando uma posição ou idéia, para que assim se estabeleça o contraditório e não se tenha um único dono da verdade. Acho, também, que o apresentador do Jornal da Cultura deve evitar sugestionar os convidados para respostas direcionadas, como ocorreu na edição 4/01/08.
Atenciosamente,
João Nilson Dias
Acho que o governo iria de alguma forma buscar esse dinheiro no bolso do cidadão/contribuinte, como diz o ditado: Cachorro que come ovelha só matando, o governo estava acostumado a receber esse dinheiro facil e pagar os votos de cabresto que o Lulla tão inteligentemente conseguiu através do bolsa esmola ( antigamente os coroneis davam de seu bolso) usando recursos do governo.
Então, piores dias virão.
Ana Tereza, voce falou tudo, não preciso falar mais nada, que democracia é essa? tudo que é ruim funciona que é uma maravilha nesse país, e o que é correto, é um parto pra acontecer. Estou indignado.
Para mim, a CPMF não passou de um super empréstimo compulsório e, assim, o governo tem é que devolver aos que pagaram anos a fio, sem contrapartida. Como fazer? É só perguntar como fizeram com a devolução do empréstimo compulsório de combustível e o fundo 157. Acho que tem alguém vivo que possa informar.
Para mim foi jogada de mestre da parte do governo para a população chiar pouco. Quem não está endividado ou planejando comprar a prazo, não paga mais IOF; quem está com vontade de comprar algo financiado vai se espremer mais um pouquinho. Não vão deixar de comprar por causa disso.
Agora, eu imagino que os bancos acostumados a ganhar muito dinheiro não vão querer engolir esse aumento, vão repassar para os clientes mesmo.
Nenhum orçamento público, em qualquer nivel de governo, pode perder impunemente uma parcela de quarenta bilhões de reais, sem que haja prejuízo dos serviços a serem prestados aos contribuintes. Portanto, justifica-se plenamente a ação governamental no sentido de criar novas fontes para amenizar a queda da arrecadação orçamentária. Mesmo porque, considere-se, uma parcela ponderável de imposto recairá sobre as instituições financeiras que tem sido apontadas pela mídia em geral como usufruidoras de exorbitante lucratividade. Isto principalmente em decorrencia do esquema de arrecadação de taxas sobre os serviços bancários criados pelo governo FHC, ocasião em que tanto a mídia como a população em geral não esboçou qualquer reação negativa. Ou seja, a imposição do governo FHC foi aceita com naturalidade. Agora, quando o governo tenta taxar a area financeira, que tem capacidade de contribuir, a oposição levanta-se em defesa dos banqueiros.
Pacote ou embrulho?
O presidente Lula disse em um de seus últimos pronunciamentos em 2007 que odiava o termo “pacote”. Mas a sua equipe (Guido Mantega e Paulo Bernardo respectivamente ministros da Fazenda e Planejamento) trabalharam rapidamente e a mando do chefe-mor prepararam para os brasileiros um embrulho. Se a oposição tinha motivos de sobra para não confiar no governo do PT, pode ficar com o pé atrás quando precisar da palavra de honra desse governo. Como temia foi embrulhada. O que dizer das palavras ditas por Romero Jucá (líder do governo) de que a população poderia dormir tranqüila que não viria pacote algum. De embrulhadas em embrulhadas resta ao senado o papel de cobrar a palavra empenhada do governo, pois a depender dos deputados federais estamos perdidos, dado que eles estão a serviço do governo feito burrinhos de presépio.
Izabel
Stephen Kanitz publicou um insight relacionado:
A CPMF jamais deveria ter sido criada. Dr. Jatene deveria ter usado o seu prestígio para ter lutado por parte do IPI da Souza Cruz, pelo menos o necessário para custear os estragos médicos causados pelo tabaco, como enfisema e câncer de pulmão. Deveria ter lutado pela receita das multas de quem não usa cinto de segurança para custear as cirurgias de quem se espatifa no pára-brisa dos seus carros. Deveria ter lutado por parte do IPI ou ICMS das indústrias de alimentação que exageram no sal, para custear as complicações médicas da hipertensão.
Mais em http://www.kanitz.com/domes/post_mortem.htm
Eu, voce, nós, ninguém é a favor de nenhum imposto, mas depois que eu vi o sr Adib Jatene no Roda Viva o pai do cpmf fiquei e eu estou hoje 100% a favor deste imposto, pois que somente quem paga é quem ganha muito. Uma vez que o imposto sobre grandes fortunas que existem em todos os países ditos "considerados" civilizados, então já que aqui nunca vai passar, pois a mincharia do cpmf ainda assim este nosso senado rejeitou. e eu concordo inteiramente com a cpmf ( que monitora as lavagens de dinheiro, de drogas e etc). Quem ganha menos de r$ 3000,00 e não usa os hospitais do país é inteiramente a favor da cpmf. Sou absolutamente favorável ao retorno da cpmf, para que esse governo continue a promover o desenvolvimento sustentável desse país.
MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO. E QUE AS AÇÕES DE VOCES POSSAM INFORMAR , MELHORAR AS DISCUSSÕES SOBRE TODAS AS INFORMAÇÕES QUE DURANTE MUITO TEMPO SEMPRE FORAM CENSURADAS , E NA MELHOR DAS HIPÓTESES MONITORADA E NÃO FALANDO A VERDADE PARA OS LEITORES.
Estudante Pedagogia (www.uab.ufscar.br)
Sou contrário a CPMF e com o fim vemos que o governo continua existindo e fazendo as mesma coisas que faria com 40 bilhões de reais a mais, então porque tirar esse dinheiro de circulação da população. Se a CPMF fosse 0,01% dos saques poderia se defender que ela se tratava de uma forma de monitorar a movimentação financeira mas não 0,38% além de todos os impostos já recolhidos. Um imposto a menos e que não deveria ter sido criado. Agora precisamos lutar pelo fim de outros impostos que sacrificam a população em geral, vamos lutar pela Reforma Tributária para que tenhamos um país mais justo com menos dinheiro na mão de governos que não sabem fazer uso adequado do dinheiro público.