Musicagen e Mostra CinePerifa

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O documentário brasileiro se encontra em franca e acelerada expansão, no sentido de que as nossas produções vêm crescendo em matéria de quantidade e qualidade. O mais interessante é que esse crescimento também se verifica em termos de diversidade temática e estilística. E, dessa forma, fornece um quadro mais completo, um espelho mais nítido acerca da nossa realidade. Nesse universo, porém, vem predominando aquilo que o pesquisador Fernão Ramos chama em seu recente trabalho “Mas Afinal, O que é Mesmo o Documentário?” de contexto do popular criminalizado. Tanto é assim que o documentário Ônibus 174, que aparece em foto na capa desse livro, foi transformado em obra de ficção por Bruno Barreto que vai concorrer ao Oscar.
Essa linha tem a sua utilidade social. Tanto que entre 2 e 4 de outubro, na sala Itaú Cultural acontecerá Mostra CinePerifa, organizada pela Central Única das Favelas, com 15 filmes abordando temas como exclusão social, pobreza, violência e preconceito. Após a exibição gratuita dos filmes, haverá debates para discutir a produção cultural na periferias das cidades.
E nesta semana estréia o documentário Musicagen, de Edu Felistoque. Mostra o lado musical da exclusão ao focalizar a música produzida fora do sistema, por gente como André Abujamra e Fernando Sardo, que constrói instrumentos a partir de materiais encontrados no lixo. Num estilo narrativo irreverente e nada convencional, entre os entrevistados, temos Julio Medaglia, Badi Assad, Seu nenê da Vila Matilde e o rapper Thaíde.
                                                                                                         LUCIANO RAMOS
 

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