Raízes da resistência científica
Estudo publicado na Science destaca que recusa em aceitar fatos científicos, em países como os Estados Unidos, teria origem na infância. Ciência conflitaria com noções transmitidas por fontes consideradas confiáveis.
Agência FAPESP – A resistência em aceitar idéias e fatos científicos tem sido uma preocupação em diversas sociedades. Em pesquisa feita nos Estados Unidos em 2005, pelo instituto Pew Trust, os resultados não foram nada animadores para a comunidade científica e educadores. Dos entrevistados, 42% disseram acreditar que humanos e outros animais existem em sua forma atual desde o início dos tempos, em noção que contradiz a própria existência da evolução.
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“Muitos disseram acreditar na eficácia de intervenções médicas não comprovadas cientificamente, na natureza mística de experiências não corporais, na existência de entidades sobrenaturais do tipo fadas e fantasmas e na legitimidade da astrologia, adivinhação e percepção extra-sensorial”, destacaram Paul Bloom e Deena Skolnick Weisberg em artigo publicado na edição de 18 de maio da revista Science.
No texto, os pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descrevem a origem da recusa em aceitar noções científicas. “Essa resistência tem implicações sociais importantes, uma vez que um público cientificamente ignorante está despreparado para avaliar políticas a respeito de temas como aquecimento global, vacinação, organismos geneticamente modificados, pesquisa com células-tronco e clonagem.”
Segundo os pesquisadores, a resistência tem origem especialmente em concepções e inclinações presentes na infância e que continuariam por toda a vida adulta. Adultos resistiriam a fatos científicos por não os encararem como intuitivos ou naturais, comportamento que derivaria de suas experiências quando crianças.
A principal fonte de resistência está relacionada ao conhecimento das crianças antes de serem expostas à ciência. O problema em ensinar ciência a crianças não é tanto o que o estudante não tem, mas o que ele tem, ou seja, uma estrutura conceitual alternativa para compreender os fenômenos cobertos pelas teorias que tentamos ensinar”, disseram.
Um exemplo dado pelos autores está na noção já presente em crianças pequenas de que objetos caem ao ser soltos, o que complicaria a compreensão a respeito da forma terrestre. Se o planeta é redondo, por que pessoas do outro lado não caem para fora dele? Seria uma dúvida comum.
Para os pesquisadores, apenas aos 8 ou 9 anos as crianças passariam a entender questões como gravidade, ainda que muitos continuem a representar em atividades escolares a Terra, por exemplo, como uma meia esfera de topo achatado ou como uma esfera oca em que as pessoas viveriam no interior.
“A resistência à ciência é particularmente exagerada em sociedades em que ideologias não científicas contam com vantagens de estarem tanto imbuídas no senso comum como transmitidas por fontes consideradas fidedignas”, afirmaram.
Ou seja, a resistência a noções científicas seria ainda maior em situações em que haveria uma alternativa não científica, baseada em senso comum e aceita por pessoas ou setores considerados confiáveis.
“Esse é o cenário atual nos Estados Unidos, em relação a princípios fundamentais em áreas como neurociência ou biologia evolucionária. Tais conceitos se chocam com crenças intuitivas, que são defendidas e transmitidas por autoridades políticas e religiosas”, destacaram.
O artigo Childhood Origins of Adult Resistance to Science, de Paul Bloom e Deena Weisberg, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
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Este texto nos traz uma vantagem muito legal !!!!
A força politica e de alguns lideres religiosos são de maior aceitação porque permite a divagação mental.
Quando nos acostumamos a liberar fantasias com a nostalgia do sagrado, fazemos um percurso mental que sempre abre o conforto em nossos valores e conceitos pessoais.
Para um despertar de conciencia é preciso percorrer um caminho de esforço com o prazer do discernimento e da verdade. É saber que a felicidade é coletiva e que um conjunto de exito é aquele que vive na mesma frequencia.
A melhor maneira de desenvolver uma boa ciência seria fazendo a junção da intuição como inicio de uma pesquisa científica. Ciência com intuição no ponto de partida pode ajudar muito o desenvolvimento coletivo.
Guilherme Moraes dos Santos
concordo, veja esse caso:
motorista escuta sua intuição matematica e sobrevive a acidente impressionante..
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM711781-7823-MOTORIST...
http://eptv.globo.com/emc/live/?video=27242
http://eptv.globo.com/emc/live/?video=27243
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM711970-7823-MULHER+S...
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?183370
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL84562-5605-147,00.html
http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=203736
“Eu vi que o caminhão não ia conseguir parar. Então me joguei pro lado. Entrei em desespero porque o espaço que eu estava ficava cada vez menor (à medida que o caminhão avançava sobre o carro dela)”, lembrou a jovem.
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?183423
oque to querendo passar pode ser compreendido se olharmos as repercussões desse fato:
'Foi Deus que me empurrou', diz mulher que escapou da morte em carro esmagado.
Mulher passou 3 horas presa nas ferragens, semana passada.
'Não consigo explicar essa atitude de me jogar. Não fui eu quem fez aquilo', afirmou.
Com o semblante tranqüilo, a auxiliar administrativa Daniela Pereira Camargo, de 26 anos, disse na tarde desta segunda-feira (13) ainda não ter encontrado razões para explicar o que a faz se jogar no banco do carona para escapar do grave acidente de carro sofrido dia 7. Por três horas, o Uno que ela dirigia ficou preso entre um ônibus e um caminhão-betoneira, em Campinas, a 95 km de São Paulo.
"Não consigo explicar essa atitude de me jogar. Não fui eu quem fez aquilo. Eu não pensaria tão rápido naquele momento e nem acho que foi reflexo", contou ela, que atribuiu o movimento a uma obra divina.
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL87303-5605,00.html
acontece algum evento extraordinario, e a pessoa é condicionada pela sociedade a vincular a deus a responsabilidade por oque parece ter sido um milagre, mas isso prejudica o avanço da ciencia, poderiamos aprender mais sobre a intuição matematica, como ela pode ser instantanea, como nesse caso, em que ela em um instante decidiu a posição mais provavel pro seu corpo para que ela pudesse sobreviver ao acidente. são calculos complexos efetuados sem esforço de concentração, apenas porque a situação pedia que isso ocorresse, imagine se pudessemos usar isso intencionalmente..
Ta vendo como são as coisas !!! POr isso é importante termos o respeito com a frequencia de cada ser humano e reforçar as nossas de maneira que seja possivel em breve colocar todos numa frenquecia de maior função para a coletividade. A ciência e a intuição são bases para resolver as mesmas coisas.
Guilherme Moraes dos Santos