Máscaras da Internet

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A internet abriu um novo espaço para o comportamento social. Por exemplo, em programas de relacionamento como o Second Life pode-se criar personagens (avatars) inspirados pelos próprios usuários. Em salas de bate-papo pode-se mentir o nome e passar-se por outra pessoa. Até que ponto atitudes como esta são saudáveis no comportamento social?

Toda persona é uma maneira irreal de lidar com a verdade. Quem não vive a verdade, geralmente se perde nos valores morais e cíveis. Acho que o maior caminho para as bestialidades da vida é falta de coragem que no meu conceito só nasce diante da verdade de nossa vida. Trevas nada mais são que a falta de conhecimento ou melhor, falta de verdade.

Guilherme Moraes dos Santos

Considerando que sou absolutamente leigo em ciências do comportamento desculpo-me, antecipadamente, por quaisquer equívocos que cometa neste comentário. Isto feito, vamos lá. Começo por lembrar, ou contar a quem não o conheça, devidamente adaptado, um conceito japonês: os três corações.
Segundo ele todos temos três corações, entendido aqui como personalidades. O primeiro deles é o que exibimos a todos, nossa imagem para a sociedade; o segundo é o que usamos com familiares, amigos, amores, aquele pretendemos ser o que realmente somos; o terceiro é o que verdadeiramente somos, sem máscaras ou retoques. E a esse EU, real, nu e cru, a maioria nem (re)conhece em si.
O conceito de Verdade é extremamente mutável: depende sempre de quem é o "dono" de qual verdade. Facilmente se entende essa volubilidade, basta ter em mente que cada um vê, mede e julga a realidade a partir de si mesmo. E sendo cada pessoa única, ímpar, é uma impossibilidade a redução das inúmeras verdades a uma só. Verdade essa que, forçosamente, seria a nossa.
Alguém está, de verdade, em tempo integral, cem por cento satisfeito consigo próprio? Nenhuma pessoal saudável está, ao menos ninguém entre as que conheço. Portanto fantasiar ser uma outra Persona, uma vez ou outra, parece-me um ótimo meio de "manter-se socialmente aceitável" (é minha definição de pessoa normal). Fique claro que desligar-se da realidade, radicalmente, a mim não parece uma boa coisa. Até por ser extrememente complicado de viver dessa forma.
E, finalmente, chegamos às Máscaras da Internet. E já saímos, claro! Uma vez que TODOS usamos máscaras sociais (em 99% do tempo) porque usá-las na rede seria menos saudável (?!) para a sociedade? Afinal a sociedade baseia-se em nossa capacidade de fazer de conta (que aceitamos, que gostamos, que isso, que aquilo, e etc.), e isso nada mais é que o uso de máscaras, personas, avatares, ou como quer que prefira-se nomear o inato talento humano para a mentira.

Ops! Não é que me esqueci da coragem, meu! Considero-me desculpado de antemão por deixar de lado o que nem tem muita importância. Verdade verdadeira, isso dito por gente tida e havida por corajosa numa das fronteiras desses Brasis que os "urbanos" desconhecem. Verdade não é muito mais que saber escolher (habilidade no cálculo de probabilidades ajuuuuda!) somada ao uso criativo do medo que todos temos.
Bem, caso descubra como explicar isso melhor acho que... Já sei! Escreverei um livro de auto-ajuda ("Alta ajuda" para mim, não é o que todos esses autores fazem?)
Ei! Você aí! Viu uma máscara de bom-moço, usadinha, por aqui? Tem certeza? Perdi a minha, foi por aqui... Caramba, logo a mais útil!

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