Conhecimento e os Padrões Abertos
Na quarta-feira, no Campus Party, assisti uma apresentação intituada ODF e a Guerra de Padrões no qual foi abordado um tema interessante: Como podemos preservar o conhecimento, hoje armazenado na forma digital, de modo que no futuro haja compatibilidade para resgatar esse conteúdo?
Alguns detalhes: O ODF é uma especificação (receita) aberta para diversos formatos de arquivos, como: planilhas, textos e apresentações. Esta define regras, para que desenvolvedores de software possam produzir ferramentas (programas) compatíveis entre si, sem pagar royalties. Isso permite que o conhecimento produzido seja acessível. Vejamos um exemplo: hoje, a Microsoft possui um padrão bem conhecido: o .doc (e para os usuários da versão mais nova o .docx) e muito popular. Contudo, o que muita gente não sabe é que esse formato é proprietário e apenas uma empresa [a Microsoft] tem a receita perfeita de como construir esses arquivos. Então, se você edita um texto no Word, você fica amarrado ao programa, sem portabilidade e sem garantias futuras, pois a cada nova versão do programa muda-se a "receita" e seu texto pode não ser mais acessível. Imagine que daqui a 20 anos precisem regastar o conteúdo de um arquivo salvo no formato .doc, como a receita não é aberta, precisaremos obter a mesma versão do programa de 20 anos atrás e recriar o ambiente capaz de ler esse arquivo.
Logo, é muito importante saber como você está salvando seu conhecimento na forma digital, para que no futuro você não seja surpreendido não conseguindo mais acessar o conteúdo que você mesmo produziu. Não podemos deixar acontecer o mesmo que aconteceu com a biblioteca de Alexandria onde todo o conhecimento escrito da humanidade foi destruído em um incêndio, e como apenas um lugar detinha todos os arquivos, não foi possível recuperá-los.
Referências:
http://br.odfalliance.org/ (português)
http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument (português)
http://en.wikipedia.org/wiki/OpenDocument (inglês)
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Querido amigo !! conhecê-lo pessoalmente e esta vivencia de seus ideáis de programar novas aberturas é algo surpreendente e encantador.
Obrigado por esta visão
Guilherme Moraes dos Santos