A Universidade que queremos!
Ao chegar no Espírito Santo, me engajei na Movimento formado pelas organizações sociais do Norte Capixaba na luta por uma Universidade Pública e após quinze anos de campanha na rua, organização de comissões de visitas para cobrança nos governos estadual e federal e acima de tudo persistência e organização por parte do Movimento; conquistamos o Campus do CEUNES - Centro Universitário do Espírito Santo.
Mas , não paramos nesta conquista, pois sabíamos que tínhamos outros desafios pela frente e um deles que quero destacar aqui era da importância de inserir a Universidade no contexto social da região e compromete-lá como contribuidora na transformação e qualificação do bem estar social da população.
Não tivemos dúvidas, ao chegar na região a primeira comitiva de professores universitários, tratamos de recebe-los e após diversas reuniões elaboramos uma agenda de compromisso com os mesmos de atividades de inserção social.
Hoje, com dois anos de funcionamento do CEUNES, podemos contemplar os seguintes compromissos da Universidade com a região e o município sede: professores de diversos cursos dentro dos Conselhos Municipais e Estaduais; atividades de parceria com as Secretarias Municipais como Saúde, Esporte e Juventude, Ação Social, Educação e Meio Ambiente; aplicação de projetos de pesquisas em diversas áreas de risco social e participação em programas estaduais.
Isto não é sonho! Isto é realidade! Estamos fazendo a Universidade que queremos!
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A Universidade que queremos e à qual temos direito!
Parabéns, Celina!
Carmem Carolina Rodrigues de Toledo
Parabéns, Celina! Faço minhas as palavras da Carmem. Tenho, no entanto, duas curiosidades. Gostaria de saber como se comunicam os representantes do CEUNES nos diversos conselhos com os seus representados , pois, pelo que acompanho nas reuniões do Conselho Municipal de Educação da cidade em que moro, os representantes dos diversos segmentos vão às reuniões ( quando vão...) sem que tenham feito, de forma regular, dois exercícios fundamentais a meu ver: de repassar aos seus representados o que aconteceu na última reunião e de aquilatar junto a eles reivindicações e posicionamentos a serem defendidos por ele, representante, nas próximas reuniões. Sentem-se eles também representantes de toda a comunidade acadêmica ou apenas da instituição? Como é a dinâmica por aí, Celina?
Caro Colega,
Os professores universitários que representam o CEUNES, todo mês na reunião geral dos Departamentos precisam "prestar conta" em duas questões: 1.0 - Quanto as propostas e reivindicações que o CEUNES , através do representante leva ao Conselho; 2.0 - As deliberações feitas em forma de resolução pelo Conselho . Acredito que contemplam os dois exercícios fundamentais que você citou. Em outros segmentos também. Toda resolução feita é entregue para todos os conselheiros para que os mesmo apresentem em seus segmentos representativos. Para conseguirmos este resultadp hoje, precisamos investir em treinamento e seminários de formação e levamos quase dois anos para formar esta consciência nos conselheiros e é lógico, no regimento interno de cada conselho contemplamos os "deveres" dos mesmos para com o seu segmento representativo.
CelinatdmES
Celina, pelo que entendi, o CEUNES colabora (com cursos e seminários) para a formação dos conselheiros em geral, tanto de seus representantes quanto dos de outros segmentos também, como, por exemplo, o dos pais e o dos trabalhadores na educação, algo do tipo que o MEC desenvolve com os programas de formação de conselheiros, escolares ou dos sistemas. Parabéns, novamente, Celina.
Mas, se me permite, tenho, ainda, duas curiosidades:
1- Para a necessária interação entre os representantes das instituições de ensino superior e seus representados vocês prevêem reuniões mensais. E para a interação entre os representantes e representados dos demais segmentos quais as formas de interação que vocês sugerem nesses cursos e seminários de formação? E como se dão de fato? Dão resultados? Os pais, por exemplo, já atingiram organização suficiente para isso?
2- Pelo que entendi também, os representantes do CEUNES representam apenas a instituição posto que "prestam contas" apenas nas reuniões dos departamentos. Sendo assim, o restante da comunidade acadêmica do CEUNES (estudantes, funcionários) não sabe o que acontece nessas reuniões dos conselhos (e dos departamentos também) e, portanto, não se envolve. Sendo assim (se não for, por favor, me corrija) você não acha que a representação do CEUNES nos diversos conselhos perde força e eficácia? Não teria muito maior eficácia a atuação dos representantes do CEUNES nos conselhos se tivesse o respaldo de toda a comunidade acadêmica e não apenas de seus diretores? Você não acha que seria útil que a discussão das reuniões dos departamentos fosse aberta a toda a comunidade acadêmica? Ou será que já é assim? Vocês já repassam todas essas discussões pelos canais internos de comunicação, como site e jornal?
Parabêns Celina ! Adoraria poder participar das reuniões sobre saúde pública e Ambiente. Que tal fazermos uma ponte sobre estas informações ?
Seu trabalho é o começo de uma revolução e pode ter certeza que muito entram com apoio neste processo.
Guilherme Moraes dos Santos
Caro Guilherme,
Sou Bauruense e lembrei-me que vc citou num dos seus comentários do artigo "Discruso e Atitude" de um trabalho que fez por lá. Em Bauru, tive "a honra" de trabalhar entre 1985 a 1989 com o médico sanitarista Davi Capristano Filho na secretaria municipal e juntos com uma equipe multidisciplinar organizamos a rede de saúde pública de Bauru e o resultado foi tão satisfatório que nasceu o livro: Saúde para Todos: um desafio ao município" - Editora HUCITEC, pois na época a nossa taxa de motalidade infantil se equiparou com a taxa ideal da Organização Panamerica de Saúde. Eu colaborei com o livro, relatando a minha experiência como Enfermeira de Saúde Pública na comunidade - Capítulo 14.Fizemos uma experiência fantástica com os alunos da UNESP e da Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) na rede e eles muito nos ajudaram a qualificar os programas e os trabalhos de grupos na época.
Em Bauru, iniciei a minha participação social e digo que aqui no Espírito Santo aprendi com as lideranças sociais a qualificar mais as estratégias de participação e valorizar a contribuição de cada um e é lógico que aqueles "pelegos" que citei em outro artigo eu e como outros mandamos para .....( vc já sabe). Não vamos brigar,ok?
De fato, Guilherme, podemos dizer que estamos construindo uma história de participação real da sociedade dentro da Universidade e isto não significa que tudo foi muito fácil. Ao contrário, houve muito sacrifício , discussões enormes , cansaço e outros....porém o desejo da conquista da Universidade Pública na região fez que sentimentos como ânimo, união e perseverança estivessem presentes na coordenação do Movimento e quinze anos não é pouca coisa. Foi uma aprendizagem para todos nós envolvidos, por isso que com a chegada dos professores já estávamos mais amadurecidos e consolidados num foco único da inserção da Universidade na realidade local e agora podemos contemplar os trabalhos e comprometimentos dosd acadêmicos em diversas áreas sociais.É uma satisfação enorme presenciarmos o envolvimentos deles!
CelinatdmES
POis é Celina !
Vejo que com esta participação, você foi lapidada para uma maior ine]tegração futura que é este seu mérito na formação da universidade capixaba. Meus parabêns.
Sobre Bauru, eu tenho notícias um pouco tristes para relatar.O municípo sobre pelo bairrismo profissional. OS serviços de saúde estão dividos em clãs religiosos que não combinam forças. A associação hospital que cuida de tres hospitais , entre eles o BAse e o MAnuel de Abreu, tocam os serviços cada vez mais saturados devido as parcerias com amigos políticos que entopem os atendimentos especializados com pacientes que poderiam ser atendidos em um PS de sua origem. Paciente tuberculoso misturado com outros no horário de sol e muitas outras coisas mais. POsso te contar melhor estas bagunças que ocorrem nesta região no seu correio se quiser.
Abraços Celina e novamente parabêns por seu esforço e trabalho
Guilherme MOraes dos Santos
Guilherme Moraes dos Santos