Ponto eletrônico nas repartições públicas.
Publicado há 40 semanas por Sebastião em brasil, comportamento, cultura, política, são paulo, social
Sou a favor da implantação do controle eletrônico dos servidores públicos, da medição do desempenho das funções e da divulgação do custo/benefício que cada um representa para o Estado, acredito que com as tecnologias disponíveis hoje isso seja possível...
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo já pensa na implantação desse tipo de controle aos alunos da rede pública, disponibilidade do boletim na Internet entre outras medidas e isso é mais um ponto positivo para a Secretária de Educação do Estado atual, Senhora Maria Helena Guimarães de Castro, precisamos de servidores públicos que façam as coisas funcionarem...
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Há duas "lendas" sobre o serviço público contada e recontada desde muito tempo atrás pelos "Brasis". Uma é a de que funcionário público não trabalha. É generalização injusta, descabida e, sobretudo, imbecil! Fosse verdade e o país teria "travado" há séculos. Outra é a de que o "concurso público" evita as falcatruas na contratação. Concursos fraudados/fraudulentos são uma mazela antiga e poderosa nos três níveis de governo. Embora os Ministérios Públicos esforcem-se ao máximo para reprimimí-las, são bandidos demais para poucos mocinhos.
Já desempenhei funções no serviço público (comissionado num cargo de diretoria) e observei, entre outras coisas, que dentre todos os funcionários, os de pior desempenho e menor empenho estavam os estatutários, principalmente aqueles dos "concursos manipulados" e os nomeados por interesses eleitoreiros. Não pretendo que uma prefeitura do interior amazônico seja parâmetro para o funcionalismo público do país. Mas, sinceramente, acredito que a situação é muito semelhante.
Toda essa digressão poderia ser resumida, mas não explicada, pelo seguinte conclusão: precisamos de pessoas melhores, em todos os sentidos, no serviço público. Ou seja, precisamos melhorar os cidadãos.
Sebastião, espero que não fique chateado com este exemplo. Recentimente trabalhei no sistema: Parceria/Público/Privado (PPP). A onde desenvolvi varios trabalhos no setor saúde Preventiva. Uma das mais trabalhadas e que deve trazer bons beneficios foi um trabalho com fantoches em uma escola de crianças, onde muitos pais acompanharam. O público compareceu e o que se educou em toda essa brincadeira foi sobre a Higiêne Geral. Mas pelo simples motivo de invejá dos concursados e que eu com certeza não estava procurando sucesso, mas sim a melhora das doenças oportunistas, me demitiram relatando que eu queria ser chamado de doutor, após uma reunião com pessoas que trabalhavam naquela unidade e que com isso só confirmou o que tudo mundo já sabe: Não estão nem ai com o Estado. Vejo também a falta de funcionários em alguns setores e que muitas vezes fazem trabalhos que não são de sua profissão. Quando perguntado sobre isso para chefe do posto, a mesma diz: O RH da prefeitura não quer nem ouvir falar de novas contratações. Ai vem a pergunta: A onde está a administração, o gerenciamento dos serviços públicos e a onde está nosso dinheiro? Nunca achei que pessoas tão chiques gostária de viver em um lugar com esgoto a céu aberto.
Caros,
Desde o Estado Novo o 'Funcionalismo público' no brasil é o maior dos empregadores.
A despeito de todas as mudanças sociais e econômicas pelas quais o país sofreu desde então existem municípios brasileiros em que 92% da força de trabalho ativa é constituída por servidores públicos.
Alguém sabe como desmontar essa máquina sem causar um imenso e irreversível aumento na taxa de desemprego atual?
Carlos Alberto Dias
Filosofia & Artes
já fui funcionário público concursado e realmente é muito grande a pressão. Há esquemas criminosos, porem legalizados, no uso da máquina administrativa. Controle de ponto eletrônico e avaliações, facilmente podem serem fraudados, não avaliam com veracidade e são só instrumentos de repressão para os funcionários que não estão no "esquema".
Concordo que há fraudes, mas é um ou outro só que faz isso, não é absolutamente generalizado. Em geral, o controle de ponto eletrônico faz os funcionários "normais" obedecerem mais seus horários de trabalho. Quanto aos criminosos, aí já é uma questão de polícia.
Meu site: Edital Concurso