"Cracolândia" ainda existe...
...no centro de São Paulo no bairro que chama-se Luz e que deveria indicar um caminho para essa população de usuários, de drogas e do bairro.
Em uma reportagem vi que a autoridade policial já não atua na repressão, as pessoas continuam a traficar, trocar produtos, possívelmente roubados, por drogas, as calçadas dominadas por um contingente de pessoas doentes e que precisam de ajuda dos governos para se ver livre dessa triste realidade.
Outro local no centro que tem se degradado é o Vale do Anhangabaú, aos "pés" da sede da prefeitura. Menores fizeram morada embaixo de uma passarela na Praça da Bandeira que foi fechada com blocos mas que hoje serve para dormirem e se esconder, há rostos de crianças que já são conhecidos na Ladeira da Memória em bandos pedindo ou asustando mulheres que passam pelo local...
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Estas crianças, são iguais as garcinhas que nascem no rio do lado do Hospital de Caraguatatuba -SP.
Guilherme Moraes dos Santos
Estudante Representante dos alunos de Pedagogia (www.uab.ufscar.br)
...fadadas a uma morte prematura?!
Se o poder público não agir continuamente para resgatar esses jovens então começaremos um estágio antropofágico da existência nos grandes centros...
Passo pela luz várias vezes por semana à caminho do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim(ULM) e acredito que uma escola de musica com tamanha referência é um grito de resistencia naquela região. É triste ver tais cenas... Crianças usando crack... Um bairro como a Luz não está, infelizmente, brilhando como deveria. Está um escuro "breu"...
Estudante Representante dos alunos de Pedagogia (www.uab.ufscar.br)
...mas a luz desse bairro é justamente a parte cultural pulsante que resistirá a essa degradação e triunfará porque a música é eterna.
Precisamos levar mais pessoas para residir nessa região, próximo a música de qualidade. Uma vez passando em frente a sala São Paulo durante o dia havia um ensaio na calçada em frente, isso que precisamos ver na cidade, isso que despertará o interesse do jovem pela beleza dos instrumentos musicais, os desafios em toca-los e depois aprender partituras e se formar músico.
Parabéns Carlos, em fazer parte dessa resistência...
POis é, Carlos Alberto !
Vc já nos provou que é capaz de ascender uma paixãopela música em Marília. Lembra-se de seu vizinho, que ao participar de uma aula sua de violão, e depois de pegar o seu instrumento para tocar, pegou um novo gosto na vida e hoje se dedica nesta arte ? Eu , que presenciei este fato, fiquei convicto de que a informação e a doação de atenção, impulsiona ações.
Guilherme Moraes dos Santos
Boa questão. Infelizmente é preciso mais do que o poder de polícia. Também em outra reportagem a polícia diz que faz o que pode. Prende o sujeito, mas ele é solto. Torna a prendê-lo, novamente vai para as ruas... Um círculo vicioso.
Incrível como a prefeitura quer vender uma imagem que não existe, "a revitalização do centro histórico de São Paulo".
Convido a todos para dar uma volta no entorno da praça Julio Prestes, não preciso falar mais nada.
O Willian, da Rádio Cultura, publicou há alguns dias uma reportagem, que foi ao ar pelo jornal Atenção Brasil, sobre uma mega-operação na região.
Vocês viram?
Está aqui: http://www.radarcultura.com.br/node/12655