Com direito a ola
Teatro Municipal. Centro de grandes espetáculos tem aberto suas portas ao grande público em eventos como a Virada Cultural. Outrora somente local de figuras burguesas idôneas, hoje tem sua ocupação com o público médio (Sem deméritos) que, sem tanta polpa, visita o local e se apropria como se a ele o fosse habitual. No show, Sá, Rodrix e Guarabyra - Passado, Presente, Futuro (1972), o povo adentro o espaço do municipal como quem entra no metro ou a qualquer outro lugar que o seja peculiar. Haja a vista a acumulação na nave central do teatro. Por tal, apesar de aparentar displicência de minha parte, não pude deixar de notar como é o comportamento das pessoas em contraste com o local e sua magnitude. Além da gritaria exacerbada, até uma ‘ola’, comum a estádios de futebol, foi ensaiada pelo público que se localizava a esquerda do palco no canto superior. Cantoria de parabéns, palmas descompassadas e muita balbúrdia para o início do show. Com a música “Zepelim”, nunca dantes apresentada ‘ao vivo’, como citado por Rodrix, o publico silêncio e assistiu a um espetáculo que para muitos não se faz a seu habitual. Ao meio do show Sá, eloqüente em sua pronuncia, trouxe um retrato da construção nas obras da banda. Sá comentou que quando ia ao apartamento do Rodrix para compor, o vizinho do apartamento de baixo batia com a vassoura no teto para que eles parassem, contudo, continuavam, diz ele. Sá revelou que o vizinho era o Domingos de Oliveira. O show foi marcado por recordações. “nós nos preocupávamos com valores interioranos que se perderam em relação aos valores urbanos”, a esse comentário Sá revelou que fez uma musica (“Crianças perdidas”) para a cidade de seu pai. “Quando voltei lá tinha certeza que era pra ela...“. Ao encerramento do show o público efusivamente ecoou para que eles retornassem. Pedido atendido. Retornaram e com uma seqüência de quatro musicas concluíram. “Casa no campo”, “Caçador de mim”, “Espanhola” e à abertura, “Zepelim”.
Foto: http://www.flickr.com/photos/26084435@N06/2447558705/
Alexandre Oliveira [Radar Cultura]
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